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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Crianças X Internet .

Games on-line são meio de entrada da criança na web no Brasil. 90% dos entrevistados do estudo TIC Crianças diz jogar pela internet. Cerca de 29% das crianças entre 5 e 9 anos usam redes sociais.

Os games on-line são a principal porta de entrada da criança na internet no Brasil, de acordo com a segunda Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação por Crianças no Brasil (TIC Crianças 2010) divulgado nesta terça-feira (4) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Das 2.516 crianças entre 5 e 9 anos entrevistadas pelo estudo, considerando os 27% que afirmaram usar a web, 90% disseram que jogar na internet é a atividade mais realizada.
Pesquisas escolares pela internet foi apontada como a segunda atividade mais realizada, com 45% dos entrevisados. As crianças desta faixa etária também começaram a acessar redes sociais como Facebook e Orkut, com um terço dos entrevistados (29%) afirmando ter conta nestes locais. Atividades mais complexas, como mandar e-mail (10%), que exige que a criança saiba ler, ou fazer ligações telefônicas pela web (6%) são menos populares.
Ainda, 42% das crianças brincaram em sites que têm desenhos como na TV, 35% pesquisou quelquer assunto na web e 34% assistiram a desenhos animados em sites de vídeo.
Para o estudo, 41% dos brasileiros com 10 anos ou mais usaram a internet, com as idades entre 10 e 24 sendo as que mais acessam a web.
Para as crianças entre 5 e 9 anos, que representam cerca 8,3% da população brasileira de acordo com dados do IBGE, o principal local de acesso à internet é a casa, com 47% dos entrevistados e, na terceira colocação, a escola, com 33%. No segundo lugar, as crianças afirmaram usar a internet na casa de outra pessoa (37%). Nas áreas rurais, a escola é o principal local de acesso à  web, apontado por 52% dos entrevistados desta região.
Entretanto, o uso da internet ainda é inferior ao uso do computador, segundo a pesquisa. Dos entrevistados, 51% disse ter usado o computador e 27% disseram ter usado a internet. Ainda, as crianças afirmam aprender a navegar na internet sozinhas, resposta de 20% dos entrevistados. O professor desponta como o meio de aprendizado para adquirir habilidades na web. Ele foi o mais mencionado pela criança na soma entre áreas rurais e urbanas, com 37% no total do Brasil. Pais que usam a internet foram mencionados ao lado dos professores como fonte de aquisição de habilidades para o acesso à web.
Os aparelhos celulares já estão populares entre crianças entre 5 e 9 anos, com 60% afirmando usar o aparelho para diversas atividades. Cerca de 84% afirma usar o celular para jogar games e apenas 1% diz ter acessado a internet por meio do dispositivo. A pesquisa questionou ainda as crianças sobre terem alguma vez se sentido ameaçadas ao acessar a rede e um quarto delas (25%) disse que sim. Não foi especificado pela pesquisa qual a espécie de ameaça percebida. O estudo mostrou ainda que 12% conheceu alguém pela internet, 11% enviou fotos suas pela rede e 6% declarou ter sido vítima de piadas ou brincadeira que não gostou.


Meninas são mais monitoradas pelos pais
Outro dado apontado pelo TIC Crianças é que 39% dos jovens na idade pesquisada usam a internet sozinhos, sem ajuda de pais, parentes ou professores. O computador, no entanto, está na localizado na sala de estar (44% dos entrevistados), onde os familiares podem acompanhar a atividade. Cerca de 21% dizem que o PC está no quarto, onde ela teria mais privacidade para o uso da web.

Muitos mais também não controlam o que os filhos nesta faixa etária acessam na internet. Cerca de 21% diz não controlar nem restringir o acesso; 40% diz conversar para orientar a criança; 20% acessa o histórico do navegador para saber o que ela acessou e 15% bloqueia sites.
Na divisão por sexo, 24% dos pais que têm filhas acessam o histórico da web contra 15% dos pais que têm meninos. Apenas 14% disse não controlar ou restringir o acesso da web pelas meninas contra 28% de pais que têm meninos.
Mesmo com pouca idade, as crianças disseram já sentir riscos na internet, com 25% dizendo já ter sentido medo ou perigo enquanto navegava. O estudo não entrou em detalhes de que tipo de atividade na web (chat, busca, etc) estava sendo realizada quando a criança sentiu medo. Ainda, 6% diz ter sofrido algum tipo de brincadeira que não gostou na web.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Uso da tecnologia, ajudanda no tratamento de crianças.

Pessoal, adorei a reportagem abaixo e gostaria de  compartilhar com vocês.

HC monta Biblioteca Digital para aproveitar equipamentos eletrônicos e reduzir risco de contaminação

Os jogos eletrônicos no Instituto da Criança são mais um recurso à disposição que complementa a fisioterapia tradicional para a reabilitação do paciente Livro eletrônico, computadores e videogames passam a fazer parte do cotidiano dos pacientes mirins do Serviço de Onco-Hematologia do Instituto da Criança (Itaci) do Hospital das Clínicas. Os novos recursos tecnológicos começam a ser usados nas aulas da classe hospitalar, na reabilitação fisioterapêutica para brincar e passar o tempo. Tudo para diminuir o risco de contaminação, que é maior quando o paciente tem imunidade muito baixa, explica a supervisora administrativa do Itaci, Kátia Regina de Oliveira. O Itaci trata doenças graves como câncer, leucemia, transplantes de medula óssea e anemia falciforme.

Higienizar e desinfectar o material eletrônico é mais fácil do que os feitos de outros materiais como papel, enfatiza a supervisora. O uso de papel ficará ainda mais restrito. Na brinquedoca, observa-se o mesmo cuidado. Só entram brinquedos produzidos de plástico, acrílico, policarboneto e outros materiais laváveis. Teclados e controles remotos, por exemplo, são encapados com filmes plásticos. Os novos equipamentos eletrônicos ficarão num espaço de 35 metros quadrados, batizado de Biblioteca Digital.

Inaugurada no último dia 31, seu acervo dispõe de oito computadores, oito IPads, quatro notebooks, duas TVs de 42 polegadas, videogames Wii, playstation 3, kniect, DVDs, e-books, além de jogos e aplicativos. É na Biblioteca Digital que serão ministradas as aulas da classe hospitalar para quem está impossibilitado de ir à escola ou precisa dar continuidade ao estudo durante tratamento. "Poucos conseguem frequentar a escola", lamenta a supervisora. Em média, ficam de 22 a 30 dias no hospital. Para casos mais graves, a internação é bem mais longa. O Itaci dispõe de 19 leitos, todos ocupados. A previsão é dobrar esse número em janeiro de 2012.
Lúdico e terapêuticoOs equipamentos serão usados como recurso fisioterapêutico na reabilitação das crianças. As fisioterapeutas passam por curso de formação em jogos eletrônicos para indicação adequada do jogo e execução correta da brincadeira para solucionar ou amenizar alterações ortopédicas e neurológicas. Conhecedora de jogos eletrônicos, a fisioterapeuta Samira Yasukawa vê possibilidades do seu uso terapêutico. São especialmente indicados os jogos que exigem movimentação, equilíbrio e alongamento, diz a profissional. "É um recurso lúdico e estimulante, por fazer parte da vida deles. Mas não é só para jogar".

Brendall Dankar da Silva, 9 anos, é só sorrisos quando fala de seu jogo predileto, o Mario Bros, da Nintendo. "O mais legal é brincar no mundo do gelo (Mario Bros) e vencer as etapas. Prefiro ficar no computador, mas gosto de pintar e brincar com carrinho e bonecas". A mãe, Dolores da Silva Souza, diz que o menino até fica bravo quando não consegue vencer uma fase do jogo e gostaria de ajudá-lo, mas não entende de eletrônicos. A supervisora informa que o Itaci pensa em dar aula de informática aos pais. "É uma maneira de aproveitar melhor os equipamentos da biblioteca e de ser útil aos pais que passam bastante tempo aqui".
A biblioteca vai ao quartoMesmo tomando medicação injetável, Brendall Dankar da Silva tem disposição de brincar no Xbox. Animado, capta cada movimento do jogo e imita-o direitinho. Vendo o garoto entretido, a recreacionista Marli Inês Rodrigues diz: "Vou treinar bastante e ficar craque para brincar com eles". O jogo trabalha a coordenação motora e a percepção corporal e deixa o paciente livre para executar os movimentos, explica a fisioterapeuta. "Mesmo os jogos tradicionais podem ser úteis se forem criadas 'dificuldades': Em vez de ficar sentada enquanto joga, a criança se movimenta, equilibra-se numa prancha ou pula numa cama elástica".

Gabriela Nunes dos Santos, 14 anos, está encantada com a possibilidade de brincar no computador e com os jogos. "Gosto muito do Nintendo. Costumo jogar futebol, basquete e vôlei". Diz que estreou a Biblioteca Digital quando já estava melhor. Quando faz quimioterapia, fica no quarto e se distrai no notebook. "Mas já pintei muitos quadros", acrescenta e mostra um deles que guarda ao lado da cama. Sua acompanhante de quarto, a prima Lidiane de Jesus Santos, diz que se atrapalha um pouco com as novas tecnologias, "mas eu adoro mexer com isso".

Lidiane conta que a garota acorda sorrindo e animada mesmo depois do tratamento para curar o câncer no joelho, descoberto há seis meses durante a aula de educação física, quando levou uma queda. "É bom ela ter algo para se distrair e aprender". A fisioterapeuta explica que os equipamentos eletrônicos e as aulas da classe hospitalar vão até os quartos quando o paciente está debilitado para ir à biblioteca ou à brinquedoteca. O acervo da biblioteca foi doado pela Associação Beneficente Alzira Denise Hertzog da Silva.
3,2 mil pacientes mirins por mêsO Serviço de Onco-Hematologia do Instituto da Criança (Itaci) integra o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Distribuído em três andares, cada qual homenageia um elemento: água, terra e ar. Os ambientes são coloridos, há desenhos de temática infantil espalhados pelos corredores, bichinhos nos consultórios e brinquedos no ambulatório.

Inaugurado em 2002, atende a 3,2 mil pacientes pessoas com doenças onco-hematológicas por mês. São mais de 1,1 mil consultas, 550 quimioterapias e mil atendimentos feitos pela equipe multiprofissional - psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SALTO PARA O FUTURO - CULTURA DIGITAL E ESCOLA - PGM. 2: COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO EM REDE



No primeiro programa da série "Cultura Digital e Escola", o Salto para o Futuro discute o que seria cultura digital e como se constituem e se caracterizam as redes que surgiram no bojo da cibercultura.

Existe uma cultura digital diferente de uma cultura analógica ou uma cultura pré-digital? Que novas concepções trazem para o fazer humano os aparatos digitais? De que forma a comunicação e a produção que se dão condicionadas pelas tecnologias digitais diferem do que fazíamos antes delas? A produção textual e a forma de ler e de escrever ampliam-se ou ficam restritas a meia dúzia de gírias, quando alunos usam muito seus blogs e redes sociais?




No segundo programa da série "Cultura Digital e Escola", o Salto para o Futuro propõe refletir mais diretamente em redes.

O que é viver em rede? Como é produzir em rede? Será que ninguém mais é responsável por seu trabalho? Como é ensinar em rede? E aprender em rede? A escola pode mesmo ser entendida como uma rede? Então os alunos não vão mais saber fazer nada sozinhos, vão sempre precisar de colegas?

No terceiro programa da série "Cultura Digital e Escola", o Salto para o Futuro apresenta uma discussão sobre o que podemos fazer com a tecnologia digital que não fazíamos antes, sem ela. Procura-se saber como os pesquisadores analisam os aparatos tecnológicos, como os computadores com seus programas, as calculadoras gráficas, e outros tantos aparatos, que são chamados de próteses.

O quarto programa da série, "Outros Olhares sobre Cultura Digital", apresenta três blocos de entrevistas com especialistas.












No último programa da série, Alberto Tornaghi, professor da Universidade Estácio de Sá, José Manuel Moran, professor da Universidade Anhanguera, e Carmen Pimentel, professora da FGV Online, debatem cultura digital e escola a partir das temáticas apresentadas nos outros episódios da série.






Sensor permite mudar canal de TV com a força do pensamento.


Protótipo apresentado na Alemanha usa sensores em lóbulo da orelha. 
Modelo só reconhece um único comando, mas ainda deve evoluir. 
Controle TV com o cérebro (Foto: Reprodução)
Um protótipo apresentado na IFA, feira alemã de tecnologia, permite usar ondas cerebrais para comandar um aparelho de TV. Batizado de "Brain Waive", o equipamento criado pela chinesa Haier promete substituir o controle remoto por um capacete com sensores embutidos. 
De acordo com a fabricante, o protótipo capta alterações da atividade cerebral perceptíveis por alterações elétricas transmitidas em áreas como a testa e os lóbulos das orelhas. 
Por enquanto, o protótipo é capaz apenas de identificar um comando único. O modelo foi utilizado na demonstração na IFA como um jogo eletrônico. Em breve, acreditam os criadores, será possível desenvolver sensores capazes de distinguir entre comandos diferentes, o que permitiria trocar canais e aumentar ou diminuir o volume do áudio de um aparelho de TV.
Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/09/sensor-permite-mudar-canal-de-tv-com-forca-do-pensamento.html

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Seu filho não gosta da escola? A culpa pode ser sua!

Olá seguidores, encontrei esta reportagem e gostaria de compartilhar com vcs, ja que Educação é o nosso grande objetivo.

Seu filho não gosta da escola? A culpa pode ser sua!

Não dá para exigir que o filho seja um aluno brilhante se ele cresceu comendo só macarrão e vendo televisão. Uma visão restrita do mundo e a ausência de esforço para descobrir e aprender coisas novas podem comprometer o futuro escolar de uma criança. A aprendizagem começa nos momentos mais simples e corriqueiros da vida e os pais podem fazer muito mais do que ler livros na frente dos filhos ou contar histórias para incentivar o hábito da leitura. É preciso valorizar o conhecimento
A disposição para estudar está relacionada com a forma com que os pais mostram o mundo para os filhos desde pequenininhos. Para desenvolver o seu potencial, a criança precisa ser estimulada. Quando o desejo pelo saber é cultivado desde o berço, ela carregará isso para o resto da vida.
É importante poder comer livremente, sem medo de sujar a roupa, para experimentar com prazer os variados alimentos. É assim que se aprende a fazer uma refeição saudável. Também é importante ter alguém com paciência para ouvir uma longa história aparentemente sem pé nem cabeça. É assim que a criança desenvolve vocabulário e aprende a colocar início, meio e fim a um enredo.
Muitos pais só acordam para importância do saber e do aprender quando os filhos começam a ter dificuldades na escola. Quando isso acontece, muito tempo e muita coisa importante já foram deixados para trás. É mais difícil tirá-los de uma zona de acomodação do que valorizar passo a passo os resultados que alcançam mediante o esforço para aprender cada coisa do dia a dia.
Disciplina e aprendizagem
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonato, cabe à família contribuir para a aquisição do saber e mostrar as funções da escola. Está nas mãos dos pais motivar e disciplinar a criança para a vida escolar. “A disciplina favorece a aprendizagem. E o vínculo que a criança faz com a aprendizagem passa pela relação com o professor e com a família. A primeira aprendizagem começa na família. O saber começa em casa”.
Gostar da escola é diferente de gostar de estudar, mas quando a criança gosta da escola já é meio caminho andado. Segundo Quézia, a postura da família é fundamental na adaptação do aluno. Se os pais vivem criticando os professores e a escola, acabam desmotivando a criança ou o adolescente.
A psicopedagoga disse que “cansa de ouvir” pais reclamando que “a escola marca prova para segunda-feira e estraga o domingo da família”. Com afirmações como essa, a escola está sendo desacreditada e desvalorizada. Ela adverte que a insatisfação com procedimentos da instituição de ensino e com erros dos professores deve tratada diretamente na escola, e não comentada de forma desrespeitosa com os filhos.
O futuro está sendo preparado quando os pais investem em brincadeiras e estímulos culturais e sociais da aprendizagem. Meninos e meninas precisam viver com papel e lápis nas mãos, ouvir e contar histórias, folhear livros e revistas, brincar de correr, de esconde-esconde, de jogar dominó, quebra-cabeça e tantos outros jogos que favorecem o desenvolvimento de áreas do cérebro associadas ao aprendizado. Descobrindo a beleza das árvores em um parque, os mistérios das prateleiras de uma biblioteca e a diversidade dos animais de um zoológico, eles despertam para o saber e podem compreender que a escola é um lugar valioso para aprender ainda mais.
Fonte: IG Delas – Palavra de Mãe por Thelma Torrecilha

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A evolução do MSN Messenger .

O MSN mudou muito nesses últimos 12 anos de existência, trazendo novidades diversificadas a cada nova atualização disponível. Acompanhe todas elas.
Depois de quase 12 anos de existência, o MSN Messenger continua firme e forte na preferência dos brasileiros, que utilizam o serviço para conversar com os amigos, compartilhar documentos, realizar videoconferências e até mesmo se conectar a redes sociais.

Entretanto, como não podia deixar de ser, a evolução foi gradual, começando simples e se modificando a cada nova atualização. Portanto, acompanhe agora uma viagem “desde os primórdios até hoje em dia”, conferindo toda a evolução do mensageiro desde seu lançamento até a última versão.

O lançamento: Messenger Service 1
21 de junho de 1999, foi lançado, a única coisa que você podia fazer era conversar por texto, usando apenas 320 Kb de espaço no disco rígido para instalar o programa, imagine só! Ele permitia a conversa entre usuários do Hotmail e do AOL Instant Messenger.Primeira versão do MSN MessengerEntre os destaques que eram divulgados pela assessoria de imprensa da Microsoft estavam a execução em plano de fundo e os alertas automáticos quando os contatos estavam online, algo bastante chamativo e inovador para a época.
Com uma lista de contatos simples, você não podia mudar seu status (apenas com as opções online, offline e ausente) ou excluir “amigos” de sua lista. Todavia, desde a primeira versão, era possível bloquear pessoas com quem você não queria conversar, o que, vamos confessar, é uma das opções mais usadas do mensageiro.
Com uma interface extremamente simples, o MSN Messenger possuía uma barra de ferramentas com apenas quatro botões: “adicionar”, “enviar”, “status” e “web”. Porém, a opção “enviar” nada tinha a ver com aquilo que conhecemos hoje em dia, servindo para enviar mensagens instantâneas do próprio comunicador, emails e convites para também utilizar o novo serviço.
Entre as opções disponíveis para modificar o sistema estavam a exibição do ícone do MSN na Barra de tarefas, sempre manter o mensageiro conectado e mostrar-se como ausente depois de algum tempo inativo.

Messenger Service 2 e 3

Service 1, 2 e
 3Para a segunda versão do MSN, disponibilizada em novembro do mesmo ano, era possível personalizar a janela de conversas, inserção de banner de anúncios e troca do botão “web” pela opção “mail”, mais intuitiva para os usuários. Ele podia ser instalado, inclusive, no Windows Me, para quem usava essa versão do sistema operacional.
A grande mudança veio no MSN 3.0, porém não em sua interface. É nesta versão que foi introduzido o envio de arquivos entre contatos e a realização de conversas de voz. Para as conversas, o usuário precisava apenas de uma placa de áudio, microfone e caixa de som, usando o Net2Phone, um dos primeiros provedores de serviço VoIP.
Além disso, o Service 3 foi o primeiro a enviar mensagens de texto para celulares, bastando apenas configurar os números de telefone na nova aba de opções disponível no comunicador. Isso fez com que, em 2001, o MSN atingisse a marca de 31,9 milhões de usuários em todo mundo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Microsoft, foi nesse ano que o serviço ultrapassou outros comunicadores, como o ICQ e o Yahoo! Messenger, tornando-se o mais usado em todo o mundo. Nesta época, o mensageiro já era disponibilizado em 26 idiomas diferentes, entre eles o português.

Messenger 4.6 e o Windows Messenger

Versão 4.6Retirando o “Service” do seu nome de batismo em março de 2001, o MSN Messenger 4.6 revelou um visual um pouco mais aprimorado e, especialmente, um melhor gerenciamento e organização de contatos, já que agora mais pessoas faziam parte da sua lista de amigos do comunicador.
Vale a pena dizer que a versão 4.6 era compatível apenas com as versões anteriores ao Windows XP, lançado em outubro do mesmo ano. Para o XP, era possível usar apenas o Windows Messenger, que vinha instalado no sistema operacional.

No comunicador nativo do XP, o usuário era capaz de conversar através de vídeos e utilizar complementos para conectar você a salas de bate-papo com outros usuários. Não é à toda, portanto, que estas foram as primeiras versões a suportar o Messenger Plus!, complemento que modifica diversas características do mensageiro.

MSN Messenger 5 e 6

Messenger 4, 5
 e 6Aumentando cada vez mais o número de usuários, o MSN Messenger 5 foi liberado em sua versão completa no mês de setembro de 2002, agora disponível para todos os sistemas operacionais do Windows, podendo inclusive ser usado juntamente com o Windows Messenger no XP.  A versão trazia uma interface mais trabalhada e o ícone característico do bonequinho, já na janela do login.
Já a versão 6.0, lançada em julho de 2003, pode ser considerada a grande responsável por grande parte das opções que ainda existem atualmente. Entre os destaques podemos afirmar que o uso de emoticons no texto é, certamente, o primeiro da lista.

Além das carinhas que acompanham as conversas pelo mensageiro, o MSN permitia também a mudança do plano de fundo e da imagem de exibição, fazendo com que o usuário realmente pudesse mostrar sua foto para os amigos conectados, ou ainda, enviar uma imagem da webcam, permitindo que a pessoa acompanhasse o que estivesse acontecendo na sua casa.
A videoconferência também faz parte das atualizações do “novo” MSN, sendo inclusive mantida até hoje. O histórico de mensagens também apareceu nesta versão, assim como a criação de emoticons e imagens de fundo próprias.

MSN Messenger 7


MSN 7.0 Em abril de 2005, a última versão a ser usada no Windows 98 e Me foi liberada para os usuários, trazendo os Winks como grande destaque. Agora era possível mandar pequenas animações para os amigos, compartilhando-as durante a conversação.
Nesta época também se integrou o mensageiro ao Xbox LIVE e adquirir imagens animadas, emoticons e decoração de fundo pela web, aumentando ainda mais a possibilidade de personalização do mensageiro.
Na atualização para a versão 7.5, uma das mais populares do mensageiro, o usuário podia usar planos de fundo dinâmicos e gravar mensagens de áudio de até 15 segundos, para enviar aos amigos.

Windows Live Messenger, a versão 8.0 do antigo MSN 

Messenger 
8.1Com um nome diferente outra vez, fortalecendo a marca Windows Live, a nova versão do Messenger surgiu em novembro de 2005, trazendo uma tela inicial diferenciada e mais completa em relação às versões anteriores.
Além de permitir a visualização de sua imagem de exibição, a tela inicial do Windows Live Messenger 8.0 permitia armazenamento do endereço de email e senha, além de conectar o usuário automaticamente com apenas um clique, configurando a opção diretamente na primeira página.
Ao entrar no novo mensageiro, o que se via era o padrão atual da exibição dos contatos, destacando-se o apelido usado por cada amigo e sua mensagem pessoal. A imagem de exibição podia ser vista ou escondida por meio de uma seta, facilitando o aumento da área de visualização de mensagens.


A interface trazia os ícones sem texto e permitia a personalização de cores de fundo das janelas. Foi aqui que a Windows Live ID substituiu a senha de acesso exclusiva do Messenger, facilitando a integração (novamente) entre os diversos serviços da plataforma Live da Microsoft.
Em termos de usabilidade, o maior destaque foi o envio de mensagens mesmo estando offline, o que trouxe mais privacidade para quem queria conversar, mas não queria aparecer para todos os contatos nem mesmo bloquear boa parte da lista de pessoas.
Nas atualizações que se seguiram, o comunicador permitia a visualização da imagem de exibição e nome de usuário em qualquer máquina com o Windows Live Messenger, além de uma lista de itens usados recentemente, facilitando o acesso aos emoticons, winks e imagems de exibição favoritos.
Foi nessa primeira atualização que surgiu, ainda, a compatibilidade com o Yahoo! Messenger, permitindo adicionar os contatos em um só lugar, sem o uso de diversos programas instalados.

A revolução 8.5

Messenger 8.5
 com videoconferência
A instalação era realizada através do pacote Windows Live, no qual você instalava também o Messenger em seu computador. Trazendo um design novo e moderno, no estilo do Windows Vista, a versão manteve a escolha de cores de fundo de janelas, porém trouxe efeitos mesclados para a personalização.
Apesar de já trazer diversas novidades para o comunicador, pode-se dizer que a atualização mais marcante do Messenger foi a versão 8.5, merecendo destaque especial na história do mensageiro. Ela é a versão que mais trouxe melhorias, sendo lançada em maio de 2007.

Para facilitar ainda mais a vida do usuário, o Messenger trouxe ainda a possibilidade de renomear os contatos com apelidos bizarros, facilitando a busca por cada um deles na lista. Além disso, o recebimento de arquivos tornou-se mais simples, já que o sistema criava pastas para cada contato, acessando-os como em um ambiente de rede.
Os emoticons, que já eram extremamente usados, ficaram ainda melhores, uma vez que estavam mais “animados”. Nesta época, surgiram diversos pacotes para criar e baixar emoticons, algo que certamente aumentou a popularidade do mensageiro. Para completar, foi investido bastante em interatividade, iniciando a fase de jogos online e vídeos compartilhados.

Windows Live Messenger 2009

Messenger 
2009As grandes novidades do Messenger 2009, apresentado oficialmente no início daquele ano, permitiam ao usuário usar links na área de status, imagem de exibição dinâmica e sons individuais para as diversas ações do sistema.

A interface, mais completa e intuitiva, trazia as opções de chamadas e compartilhamento de vídeos já na parte superior da tela. Além disso, era possível compartilhar e visualizar fotos de uma forma diferenciada, explorando-as na janela de conversas sem necessariamente salvá-las diretamente no computador.
A borda colorida, com a indicação de seu status e de seu contato, também fez sua estreia no Messenger 2009, assim como as últimas atualizações de cada contato (agora mostrados para todos os usuários). Vale a pena citar ainda que outros recursos foram retirados, como as pastas compartilhadas (utilizando agora o Windows Live SkyDrive), ou limitados por região, como alguns jogos.

Windows Live Messenger 2011 e as redes sociais

Live Messenger 2011 na versão minimizadaFechando esta história do MSN, nada como falar do último Windows Live Messenger que, apesar de lançado em junho de 2010, contava com o nome “2011” já destacado em seu sistema. Aqui, a grande mudança se deu graças à interação com as redes sociais, algo que agradou a alguns e desagradou a muitos.
Apesar de diversos rumores apontarem para a interação entre Facebook e Twitter, apenas a rede social entrou na onda (juntamente com o Linkedin e o MySpace), enquanto o microblogging ficou de fora da lista de serviços que podiam ser integrados ao mensageiro.
Messenger 
2011
Trazendo, portanto, uma interface extremamente diferenciada, uma vez que era preciso visualizar as atualizações das redes sociais, o Messenger 2011 causou estranhamento para muitos usuários. Isso, associado ao fato de que o novo comunicador não pode ser instalado no Windows XP fez com que muita gente ficasse frustrada com a nova versão.
Todavia, vale destacar que uma das modificações que certamente acrescentou ao comunicador foi a possibilidade de bater papo com os amigos do Facebook diretamente pelo Messenger, centralizando ambos os serviços em um só local.
Enquanto a lista de contatos ficou um pouco mais “apertada” na lateral direita, a visualização das atualizações de redes sociais e os jogos possuem mais espaço, colaborando para que o usuário fique conectado a tudo que está acontecendo (e à página do MSN, obviamente).
Para quem está acostumado em abrir apenas a lista de contatos e não quer se conectar a nenhuma rede, o Messenger 2011 trouxe um botão na lateral superior direita que retorna à visualização mais característica do mensageiro, facilitando o uso daqueles que gostavam das versões anteriores.

Depois de algum tempo do lançamento, só em 2011 o Messenger Plus! pode ser usado juntamente com a versão mais atual do comunicador, o que foi mais um ponto que desfavoreceu a adesão ao novo sistema de mensagens.
No Brasil, no entanto, o Messenger continua firme e forte, mantendo a dianteira nos comunicadores, sendo utilizado por 65% dos usuários com acesso à internet todos os dias. Portanto, nada de terminar a história do MSN neste artigo, já que o mensageiro ainda terá muita coisa para contar.